Em uma cidadezinha no vale, vivia com os pais um garotinho chamado Pedrinho. Era um dia antes da véspera de Natal, e toda a casa estava em clima natalino. A mãe cantava músicas de Natal e preparava bolos, enquanto Pedrinho ajudava o pai a enfeitar a árvore.
Todos estavam animados e empolgados, mas principalmente o pequeno Pedrinho, que mal podia esperar pelos presentes que ganharia. Ele realmente tinha escrito que queria ganhar um caminhão bem legal… mas, e se não tivesse sido obediente o bastante? E se a carta dele tivesse se perdido?

Apesar das preocupações, ele se divertiu com o pai pendurando as correntes coloridas e deu risada quando ficou todo enrolado em uma delas.
“Só falta a estrela. Você coloca lá no alto, Pedrinho?”, disse o pai, quando já estavam quase terminando.
Pedrinho assentiu, e o pai o levantou no colo para que ele alcançasse a pontinha da árvore. Pedrinho colocou a estrela no topo e bateu palmas, feliz. Eles tinham terminado de colocar o enfeite de Natal mais bonito.
Foi quando a mamãe entrou com canecas nas mãos:
“Vocês são mesmo muito espertos! Eu preparei um chocolate quente para vocês.”
Pedrinho e o pai tomaram a bebida doce e quentinha e, depois, toda a família foi para a cama.
Na noite seguinte, Pedrinho tentou jantar o mais rápido que conseguia para poder ver os presentes o quanto antes. Quando finalmente chegou o momento, ele correu até a árvore e pegou o primeiro pacote.
Rasgou o papel e viu um pijama com um carrinho. Mesmo assim, ficou feliz. No outro pacote, tinha uma bola de futebol que ele já queria há muito tempo.
E no último, estava exatamente o presente que ele tanto esperava. Quando abriu, seus olhinhos brilharam, e ele exclamou:
“Que lindo! Era exatamente isso que eu queria!”
Ele olhou para o caminhão vermelho em suas mãos e depois abraçou os pais.
“Posso brincar com ele?”, perguntou Pedrinho.
“Claro, hoje é noite de Natal”, respondeu a mãe.
Pedrinho saiu correndo para o tapete do seu quarto. Logo colocou brinquedos no caminhão e começou a levá-los para todo lado do quarto. E então algo mágico aconteceu. O caminhão cresceu tanto que ficou do tamanho de Pedrinho e dele saiu um homenzinho barbudo, vestido de vermelho.
“Quem é você? E o que aconteceu?”, admirou-se Pedrinho.
“Hoje é noite de Natal, e você pode fazer um pedido. Sou o duende do Natal”, explicou o homenzinho.
Pedrinho nem hesitou:
“Eu queria dar uma volta nesse caminhão, por favor!”
E foi exatamente isso que aconteceu.
O duende fez apenas um gesto com a mão, e, de repente, Pedrinho já estava dentro do caminhão. Eles corriam pela estradinha da floresta, as luzinhas brilhavam, e a neve caía em silêncio.
“Eu adoro o Natal, principalmente quando posso fazer os outros felizes”, disse o homenzinho, começando a cantar.
Pedrinho se juntou a ele, e os dois cantaram juntos. Aquela foi a noite mais bonita da vida de Pedrinho. Quando voltaram, Pedrinho agradeceu ao homenzinho e deu a ele um de seus carrinhos:
“No caminho, dê este para alguém que não ganhou presente hoje à noite. Eu já tenho meu caminhão, e adoro fazer alguém feliz.”
O homenzinho quase chorou. Nunca tinha visto uma criança com um coração tão grande quanto o de Pedrinho.
Quem sabe se eles ainda se encontram algum dia… mas, para Pedrinho, aquela lembrança ficou para sempre guardada em seu coração.