A nuvem Azulinho

Era uma vez uma pequena nuvem chamada Azulinho. Enquanto vagava sozinha pelo vasto céu, flutuando no azul do firmamento, percebeu que, lá sobre as montanhas, havia grandes nuvens escuras. Ele nunca tinha visto nada igual antes.

Aos poucos, flutuou um pouco mais perto delas. 

Histórias para dormir pequenas - A nuvem Azulinho
A nuvem Azulinho

“Por que vocês são tão escuras e grandes?”, perguntou educadamente. 

As nuvens escuras se entreolharam e começaram a rir. 

“Ora, é porque a terra está muito seca e nós viemos aqui para dar um pouco de água. E somos tão grandes porque carregamos essa água dentro de nós. Isso se chama chuva”, explicaram as nuvens ao Azulinho.

Mas Azulinho não entendia muito bem e apenas olhava para elas com curiosidade, admirando a chuva caindo sobre as montanhas. 

“Não se preocupe, um dia você também vai aprender”, disseram as nuvens ao verem sua expressão pensativa. 

Então Azulinho sorriu e deixou-se levar pelo vento, continuando sua viagem pelo céu azul.

Enquanto deslizava pelo céu, seu olhar foi atraído por um campo seco. Ele viu pessoas tentando regar sua colheita triste e ressecada. Até mesmo as flores estavam murchas, e suas pétalas não brilhavam com as cores do arco-íris. Foi aí que ele se lembrou das palavras de seus grandes amigos, as nuvens. E se ele ajudasse um pouquinho e deixasse a chuva cair ali também? 

“Como será que consigo fazer isso?”, pensou Azulinho, já que nunca tinha feito chuva antes.

De repente, uma brisa de verão o tirou dos pensamentos e fez cócegas em seu nariz. 

“Atchim!”, espirrou a nuvenzinha com tanta força que ficou toda escura. 

E então, aconteceu! Do Azulinho, de repente, caíram as primeiras gotinhas de chuva. “Plic-ploc”, ecoava pelo vale, quando as primeiras gotas começaram a cair sobre os campos secos.

“Está chovendo! Eu estou fazendo chover!”, comemorava Azulinho, levando toda a água possível para a terra. 

No começo eram só algumas gotas, depois foram mais e mais. Ele observava as florzinhas radiantes, que alegremente viravam suas cabecinhas e começavam a beber a água fresquinha. Até as pessoas levantaram o rosto e sorriram quando, enfim, a chuva chegou para suas plantações. 

“Oba, está chovendo!”, comemoravam também as crianças pequenas, dançando entre as gotas.

As grandes nuvens escuras sorriram de longe para Azulinho e disseram: 

“Viu só, Azulinho, você também conseguiu”, alegrando-se com ele e se juntando para trazer às pessoas e à natureza toda a chuva que o solo precisava.

E desde aquele dia, sempre que era preciso, Azulinho tossia ou espirrava bem onde a natureza mais precisava. Ele não só aprendeu a ajudar a natureza com suas gotinhas, como também fez novos amiguinhos de nuvem.

Avalie isso post

Navigácia príspevkov

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo