As férias de verão estavam quase no fim e a pequena Carol não gostava nada disso. Isso queria dizer acordar cedo e estudar muito. Era o fim dos dias de brincadeira na piscina, de pedalar pela rua do amanhecer até o anoitecer. Agora, só restavam as tarefas de casa e a escola. Para piorar, hoje ela ainda precisava ir com a mãe comprar o material escolar para o novo ano que a esperava.
“A escola está batendo à porta, vamos!”, gritou a mãe do corredor.

Carol desceu zangada, e foram juntas ao shopping. Ela precisava de novos cadernos, canetas e lápis de cor, mas estava emburrada. Não queria fazer compras de jeito nenhum.
“Por que preciso ir para a escola? Já sei ler e escrever!”, reclamou, irritada.
“Para você aprender coisas novas”, respondeu a mamãe, enquanto procurava os cadernos.
Carol cruzou os braços. Ela não tinha interesse em nada novo — queria era correr de bicicleta, não estudar. Não queria nem lápis de cor novos, nem cadernos. E assim deixou a escolha para a mãe e ficou apenas emburrada ao lado dela. Com olhar zangado, observava todos os tipos de cadernos. Em um havia dinossauros, no outro bonecas.
“Parece coisa de criança pequena”, pensou, insatisfeita, afinal, ela já ia ser uma aluna do segundo ano, uma menina grande.
Quando finalmente chegaram ao caixa com o carrinho cheio de cadernos, lápis de cor, canetas e outros materiais escolares, Carol de repente parou. Na prateleira ao lado do balcão estava o caderno mais bonito que ela já tinha visto. Ele tinha brilho roxo, estrelas amarelas e, na capa, o personagem do seu desenho favorito — o Stitch!
“Mamãe, olha que caderno lindo!”, exclamou Carol, pegando-o nas mãos.
“Posso?”, perguntou, com seu ânimo melhorando na mesma hora.
A mamãe riu. “Viu só? Até os cadernos podem ser bonitos. Coloque-o, por favor, no balcão.”
A vendedora atrás do balcão sorriu para Carol e perguntou:
“Quantos cadernos você tem no total? Você me ajuda a contar, por favor, princesa?”
Assim, Carol começou a contar, mas havia muitos cadernos no balcão.
“Um, dois, três… espera, esse eu já contei. Mais uma vez: um, dois, três, quatro… espere…”, disse a menininha, com timidez.
Carol ficou corada. Havia cadernos demais e ela se perdia na contagem. A vendedora piscou para a mãe e a ajudou a contar.
“Está vendo? É por isso que vamos à escola. Para aprender os números e lembrá-los. E com cadernos tão lindos como esses, aprender vai ser ainda melhor”, disse sabiamente a vendedora.
Carol assentiu devagarzinho.
“Acho que sim”, disse timidamente e sorriu.
Ela percebeu que a mãe e a vendedora tinham razão. Afinal, essa escola devia mesmo ter algo de especial.
“Obrigada pelas coisas da escola e pelo caderno mais bonito de todos!”, disse Carol à mãe, enquanto entravam no carro.
“De nada. Você vai ver, na escola vai aprender coisas novas que depois vai usar com certeza. E ainda vai brilhar com seu lindo caderno novo!”, piscou a mãe para ela.
Carol percebeu que, embora as férias estivessem terminando, na escola ela encontraria novas aventuras e aprendizados. Da próxima vez, na loja, ela vai contar tudo certinho e não vai errar nada!
Embora as férias das crianças estejam chegando ao fim, as novas aventuras na escola estão apenas começando — e esperam por todos que têm coragem de aprender algo novo.