Em um país distante chamado Austrália, vivia uma pequena coala chamada Alice. A Austrália era repleta de criaturas curiosas, mas lindas, que não se encontram em nenhum outro lugar.
Lá, podíamos ver cangurus pulando entre os arbustos, além de grandes aranhas e cobras se esgueirando sob as folhas. Mas, entre todas essas criaturinhas, havia também coalas – macios, peludinhos e muito, muito sonolentos.

Nossa pequena coala Alice, no entanto, era diferente. Ela tinha a mesma aparência das outras coalas, mas no coração, além do sono, morava também a brincadeira. Ainda assim, era solitária. Ela gostaria de conhecer outras coalas, mas sabia que elas preferiam ficar sozinhas.
Alice não era assim. Ela era alegre e sonhava com companhia. E isso realmente não era típico de um coala. Coalas gostam de dormir ou simplesmente passear sozinhos pelas árvores, saboreando folhas de eucalipto.
Mesmo sendo solitária, Alice inventava músicas novas todos os dias e se divertia.
“Você é estranha!” murmuravam os outros coalas, observando de longe as apresentações de Alice lá no alto das árvores. Eles se afastavam dela preguiçosamente e tapavam os ouvidos. Alice ficava triste com isso, mas acreditava que um dia alguém iria compreendê-la.
Numa manhã ensolarada, enquanto se segurava com suas garrinhas no galho e balançava para cima e para baixo, de repente, Alice viu algo. Era um grupo de pessoas!
“Turistas!”, exclamou Alice alegremente. Talvez tenham vindo à floresta para observar os animais. “Essa é a minha chance!” pensou animada.
Ela se balançou ainda mais alto e começou a cantar com todo o coração. Mas as pessoas nem reparam nela. Em vez disso, tiravam fotos dos coalas sonolentos em outras árvores, que mastigavam as folhas em silêncio.
Alice ficou triste.
“Acho que ninguém vai me notar”, disse tristemente à aranhazinha que passava pelo seu galho.
A aranhazinha sorriu para ela com doçura e disse:
“Você precisa chamar a atenção deles! Talvez eles só não consigam te ver!”
Alice sorriu e decidiu seguir o conselho. Respirou fundo, começou a cantar ainda mais alto e a se balançar como nunca antes!
“Olha, mamãe!”, exclamou uma menininha com a câmera. “Aquele coala está cantando e balançando!”, disse alegremente.
A menininha se aproximou com cuidado e tirou uma foto dela.
E, nesse momento, começaram a acontecer milagres! Outras pessoas do grupo se aproximaram e todos admiraram sua apresentação alegre. Tiravam fotos dela, aplaudiam, sorriam e até cantavam junto com ela.
E você não vai acreditar! Daquele dia em diante, a pequena e alegre coala Alice nunca mais ficou sozinha. As histórias sobre a coala cantora se espalharam por toda a Austrália como o vento. Todos os dias, novos admiradores vinham dar as boas-vindas à Alice. Eles riam, aplaudiam, tiravam fotos dela ou se juntavam ao seu canto.
Embora a pequena coala Alice não tivesse encontrado amigas entre as outras coalas, ela fez muitos novos amigos que gostavam dela do jeitinho que ela era. E ninguém mais a achava estranha. Ela entendeu que, mesmo sendo diferente e não como as outras coalas, era justamente isso que a tornava especial.