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Contos curtos para crianças - A ratinha medrosa

Histórias para Dormir

A ratinha medrosa

Dominique J.20 de julho de 20264 min de leiturapara a pré-escola

Era uma vez uma ratinha branca bem pequenininha chamada Pipi. Ela morava numa casinha velha que pertencia a uma vovó muito bondosa. A pequena Pipi encontrou um esconderijo secreto na cozinha — um buraquinho atrás do armário, onde fez seu lar. 

Sua cama era uma caixinha de fósforos, forrada com penas bem macias. No seu pequeno lar, ela tinha até botões que usava como pratinhos e uma tampinha onde podia tomar banho. Sempre enchia a tampinha de água quando a vovó estava dormindo, para poder se lavar.

Durante o dia, quando o sol brilhava pelas janelas e a casa estava cheia de movimento, Pipi dormia tranquila. Ela se sentia segura. Mas havia algo de estranho nisso — ela dormia de dia e ficava acordada à noite. E, no fundo, não era para ser assim. Quando a casa escurecia e todas as luzes se apagavam, Pipi sentia medo.

Ela ficava alerta, seus bigodes tremiam e ela não conseguia nem mesmo fechar os olhos! Qualquer rangido da madeira, assobio do vento ou tique-taque do relógio soava para ela como o tamborilar de gigantes. Com medo, tudo o que podia fazer era olhar pela janelinha as estrelinhas e o luar, que traziam ao menos um pouquinho de luz lá para dentro.

Mas hoje seria diferente. A ratinha nem imaginava que faria amizade com a escuridão tão cedo — e logo naquela noite. Pipi teve muita dificuldade para dormir durante o dia, porque a vovó estava dando uma festa na casa. Vieram as tias, os tios, riram, cantaram e dançaram até anoitecer. 

Pipi não conseguiu dormir nada, porque a casa inteira tremia de tanto barulho! Mas, quando finalmente todos foram embora, a casa mergulhou em silêncio e escuridão. A noite chegou, e Pipi se enfiou em sua caixinha de fósforos, cobrindo-se com uma peninha até as orelhas.

 “Vou tentar dormir”, disse Pipi, cansada. 

Mas a ratinha ainda tremia de medo. Seus ouvidos aguçados ouviam cada som que ecoava pela casa. De repente, algo bateu em sua pequena portinha. “Bum!” fez o barulho. E logo depois, outro: “Bum!”

A ratinha, assustada, entreabriu sua portinha e um visitante inesperado entrou em seu humilde quartinho. Era um pequeno vaga-lume batendo à sua portinha! Sua luz brilhava no seu rabinho como um luarzinho. Pipi se acalmou. 

“Oi!”, disse ela, cumprimentando vaga-lume.

Mas ele permaneceu em silêncio e se sentou em sua caminha. Ele mostrou à ratinha que era hora de se deitar, e Pipi obedeceu. Pipi fechou os olhinhos, e o vaga-lume brilhava suavemente, cantarolando uma canção baixinho. Mas Pipi já não percebeu mais nada, pois adormeceu bem rápido, e de um jeito tão doce como nunca antes.

Quando Pipi acordou de manhã, o vaga-lume já tinha ido embora. Ela não sabia se aquilo tinha sido real ou apenas um sonho. Mas sabia que os vaga-lumes cuidavam dela à noite e que não tinha motivo para sentir medo. 

Desde então, a ratinha nunca mais teve medo do escuro, pois sabia que, quando dormia, não eram só as estrelinhas, mas também os vaga-lumes que olhavam por ela.

4.7 de 5 · 95 avaliações

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2 comentários

  1. Gabi

    Uma leitura muito boa! Gostamos por aqui.

    Responder

  2. Raphaela Borge Frantores

    Eu e meu filho amamos as histórias que tem. Meus parabéns para vocês que montaram esse site.

    Responder

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