O pequeno caranguejo Rico

Era um lindo dia de verão, perfeito para brincar no mar ou se divertir na areia. As crianças brincavam na areia com suas forminhas e baldinhos, ou jogavam bola dentro d’água. Os adultos liam livros e aproveitavam os quentes raios de sol. Gaivotas alegres voavam sobre suas cabeças e a praia era preenchida por sons animados. 

Mas havia uma criatura na praia que não estava aproveitando aquele agitado dia de verão. Escondido debaixo da areia estava o pequeno caranguejo chamado Rico. Ele era um caranguejo vermelho e estava assustado. Ele nunca tinha visto tanta gente em sua praia! E ele precisava ir para o mar caçar alguma coisa gostosa. Mas aquilo era perigoso demais. Então ele ficou só aguardando, escondido na areia, esperando as pessoas irem embora.

Histórias curtas para dormir - O pequeno caranguejo Rico
O pequeno caranguejo Rico

Enquanto estava escondido na areia, algo o incomodou. De repente, algo o levantou para o alto junto com um monte de areia! Rico espiou por trás da areia e se viu em uma espécie de caverna – ou pelo menos era o que ele achava. Mas não era caverna nenhuma. O pequeno Rico tinha parado dentro do baldinho de uma menina chamada Lia, que brincava com seus moldes de areia. As pequenas pinças de Rico tremiam e ele ficou imóvel como uma pedrinha vermelha. 

“O que está acontecendo? Onde estou?”, perguntava para si mesmo, com medo nos olhinhos. 

O pequeno caranguejo não entendia o que estava fazendo dentro do balde. Mas nem Lia percebeu, enquanto construía um castelo de areia, que um ajudante incomum havia entrado em seu balde.

Rico mal teve tempo de perceber quando, de repente, sua “caverna” foi virada de cabeça para baixo. É que Lia virou o balde para fazer uma torre de areia. Rico se debateu desajeitadamente e caiu direto de costas. 

“Socorro!” gritou ele, timidamente. Ele não conseguia se virar e se esconder em segurança.

Mas então o caranguejinho Rico  ouviu uma vozinha suave: 

“Oi, pequenino. Venha, vou te ajudar!”, disse gentilmente Lia, virando o assustado Rico. 

O pequeno caranguejo ainda tremia, mas ficou surpreso. Lia não só o virou, como também o acariciou com cuidado. Rico olhou para ela timidamente e então acenou de leve com sua garra. Afinal, essas pessoas não são tão assustadoras quanto parecem. Lia viu como o caranguejo estava assustado. 

“Ele deve estar querendo ir para o mar”, pensou ela. 

Então, com seu castelo, fez um caminho na areia para Rico, levando-o direto até a água. Assim, o pequeno caranguejo chegou em segurança ao mar, de volta às suas ondas preferidas.

Embora Rico ainda tivesse medo das pessoas, descobriu que elas não eram tão assustadoras quanto pareciam. Lia o convenceu de que na praia também existem pessoas maravilhosas.

E assim, o pequeno Rico caminhava todos os dias pela praia ou se divertia no mar, sempre feliz quando alguma menina ou menino sorria para ele.

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