Era uma vez um pequeno elefante. Esse elefantinho cinza se chamava Bino. Mas ele não vivia no semideserto, nem na floresta ou na selva. Bino vivia no zoológico com sua mãe, a elefanta Alzira. Ele não sabia o que era viver na natureza selvagem, pois havia nascido no zoológico. Bino conhecia apenas seu cercado, sua mãe Alzira, o velho elefante Pipo, que morava lá com eles, e a gentil senhora que cuidava deles e levava comida.
As histórias sobre o semideserto e sobre os lindos pores do sol ele ouvia apenas de sua mãe Alzira, que viera de uma África distante. Mas o pequeno Bino sonhava em ver a natureza livre, com aqueles lindos pores do sol sobre o rio, dos quais sua mãe lhe contava histórias.

Enquanto Bino caminhava por seu cercado em uma tarde ensolarada, sua atenção foi atraída por uma pequena menina. Ela sorria para ele do outro lado da cerca e acenava animadamente. As outras crianças não ficavam tão felizes assim com ele. Isso deixou Bino contente, e ele retribuiu o sorriso da menina, acenando alegremente com a tromba. A menina ficou radiante com isso.
“Olha, mamãe! O elefantinho me viu e até me acenou!” disse ela, toda contente.
O pequeno elefante viu a alegria que trazia para Lívia e, então, fez alguns truques com a tromba e as orelhas, emitindo um som engraçado. Lívia gostou muito da apresentação dele, e até outras crianças vieram assistir, batendo palmas animadas! Bino se sentiu diferente. Talvez ele estivesse mesmo onde devia estar, fazendo o que deveria fazer – trazendo alegria para as crianças ali, mesmo que não fosse na distante África.
Quando o sol começou a se esconder devagarinho atrás das copas das árvores, o pequeno Bino se sentou ao lado da mãe Alzira e, com um suspiro, disse:
“Sabe, mamãe, talvez eu nunca vá para a África, mas pelo menos faço as crianças felizes.”
O elefantinho falou com sabedoria, mas ainda assim parecia um pouquinho triste. A mamãe elefanta sorriu para ele com ternura, puxou-o para mais perto com sua grande tromba e respondeu:
“Talvez não, Bino. Mas hoje muitas crianças se alegraram por sua causa, e isso traz uma sensação tão maravilhosa ao coração quanto contemplar o pôr do sol na distante África.”
Nesse instante, o sol poente apareceu por entre as árvores. Seus raios eram alaranjados e suaves, e de repente todo o céu acima do zoológico se pintou de dourado. Bino olhou para o céu com encanto, admirando a magia que ele havia criado. Foi maravilhoso e mágico. A elefanta Alzira olhou para seu filhote e para o céu e disse:
“Assim o solzinho também se põe magicamente lá na África, só que lá não fazemos a alegria de tantas crianças.”
E assim ficaram ali sentados, cercados pelo silêncio, juntos, contemplando o lindo pôr do sol que o pequeno Bino nunca tinha visto antes. Para a mãe Alzira, aquele pôr do sol encantado trouxe de volta lembranças dos velhos tempos na África — fazia muito tempo que ela não via um céu tão bonito. Bino ainda sonhava com a natureza livre, mas, pela primeira vez, sentiu que ali, no zoológico, ele também tinha o seu lugar. E que até ali se pode ser feliz.