O mistério da Lili desaparecida

Era um dia quente e ensolarado, e as crianças brincavam no pátio, divertindo-se enormemente. Apenas Mateus notou que Janinha estava sentada no banco, chorando. Chegou até sua amiguinha e perguntou:

“Janinha, por que você está chorando? Está doendo alguma coisa?”

“Não, Mateus. É que perdi minha bonequinha favorita, a Lili. Hoje de manhã a coloquei na mochila e quando cheguei aqui, ela já não estava mais…”, entristeceu-se Janinha, e algumas lágrimas brotaram de seus olhos.

Histórias curtas para crianças - O mistério da Lili desaparecida
O mistério da Lili desaparecida

“Não se preocupe, sua Lili vai aparecer. Podemos procurá-la juntos. Vamos brincar de detetives!”, disse Mateus.

E Janinha concordou com ele.

“Então, por que caminho você veio hoje?”, perguntou Mateus.

Janinha ficou pensativa antes de responder:

“Primeiro, peguei o ônibus, de lá atravessei o parque e depois passei pela escola até chegar aqui.”, disse Janinha.

“Então vamos começar dando uma olhada na escola. Talvez a Lili tenha caído em algum lugar do caminho.”, sugeriu Mateus.

E juntos partiram em direção à escola. Quando chegaram lá, vasculharam cada cantinho, cada arbusto, mas não encontraram a boneca em lugar algum.

“Talvez você a tenha perdido já no caminho pelo parque, mas com certeza vamos encontrá-la lá!”, disse Mateus.

Janinha não perdeu a esperança. E assim, Mateus e Janinha percorreram todo o parque. Olharam sob cada árvore, vasculharam as trilhas e todos os bancos, mas nem ali Lili foi encontrada.

“E se eu nunca mais a encontrar?”, entristeceu-se Janinha.

Mas Mateus estava convencido de que encontrariam Lili.

“Ainda não percorremos todos os lugares. Você disse que antes tinha vindo de ônibus?” perguntou Mateus.

Janinha acenou que sim.

“Ela pode ter caído no ponto de ônibus quando você estava esperando”, sugeriu Mateus.

E assim os dois voltaram ao ponto de ônibus de onde Janinha havia vindo naquele dia.

Novamente os dois vasculharam o local. E então Mateus encontrou embaixo do banquinho uma boneca caída, com vestidinho amarelo e cabelos castanhos presos em duas trancinhas.

“Janinha, encontrei uma coisa! É ela?”, perguntou Mateus, mostrando a boneca para Janinha, que se alegrou.

Janinha logo abraçou Lili e a examinou.

“De fato é ela, só está sujinha”, disse Janinha, que, feliz, acariciou sua boneca no colo.

“Não se preocupe, a sua mãe certamente vai lavá-la, e amanhã ela poderá voltar a brincar conosco. Mas da próxima vez, tenha mais cuidado!”, advertiu Mateus.

“Não se preocupe, Mateus, eu terei. Obrigada pela ajuda. Você seria um detetive excelente!”, agradeceu Janinha.

E desde então Lili passou a ser vigiada muito mais de perto.

Então a história de como Mateus havia ajudado Janinha se espalhou, e ele passou a ser o detetive principal sempre que alguém perdia algo.

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