Era uma vez uma menina alegre chamada Cristina. Não tinha irmãos nem irmãs, e seus pais trabalhavam muito. Então, depois da escola, ela não tinha com quem brincar. Também naquela tarde em que nossa história se passa, Cristina havia terminado as aulas e saiu para passear com seu amigo Adão.
Ele era seu melhor amigo, com quem vivia muitas aventuras. Ora iam ao campo de jogos, ora pedalavam até o parque, ora Adão a levava para sua casa, onde brincavam com os brinquedos dele.

Naquele dia, porém, as crianças avistaram algo inusitado no caminho de casa. Enquanto caminhavam pela calçada, notaram um pequeno cachorrinho vagando por ali. Quando se aproximaram, o filhotinho correu para os pés de Cristina.
“Como você é lindo! E onde é a sua casa?”, perguntou Cristina, rindo quando o filhotinho lambeu seu rostinho.
As crianças decidiram perguntar à vizinhança se alguém conhecia o filhote. Bateram à porta da casa mais próxima, onde morava um senhor idoso, porém muito gentil.
“Olá! Encontramos este filhotinho de cachorro vagando por aqui. Por acaso não é seu?”, perguntou Cristina.
“Não é meu, menina, e nem creio que seja de alguém. Anda por aqui há alguns dias, mas pelo visto ninguém o procurou.”, respondeu o senhor, sorrindo com tristeza.
Cristina e Adão tiveram uma ideia: o filhotinho não podia continuar sozinho e com fome, então decidiram ajudá-lo a encontrar um lar.
“Você conhece alguém que poderia querer o cachorrinho?”, perguntou Cristina a Adão.
“Minha vizinha mora sozinha e o filho não a visita com frequência. Talvez ela queira cuidar dele!”, sugeriu Adão.
Assim, partiram para a casa da vizinha. Tocaram a campainha e esperaram até que ela abrisse.
“Olá, senhora! Vim com minha amiga porque encontramos este filhotinho. Queríamos saber se gostaria de adotá-lo para casa. Alguém o abandonou e agora ele ficou na rua.”, explicou Adão, enquanto o filhotinho latiu algumas vezes nos braços de Cristina.
“É realmente um filhotinho muito bonito, mas não conseguiria cuidar dele. Ele precisa de muita atenção e movimento, e eu já sou idosa e doentinha. Talvez o senhor da casa azul, no fim da rua, queira cuidar dele.”, disse a senhora.
Cristina e Adão foram até a casa azul, bateram na porta e contaram a história do filhotinho.
“De fato, já tive três cães ao longo da vida, mas depois que o último partiu, decidi que não teria mais nenhum.”, disse o homem.
As crianças saíram desapontadas. Ainda passaram por algumas casas e parques, mas já começava a escurecer, e o filhotinho continuava sem lar.
“E você, Cristina? Não quer ficar com ele? Parece que ele gosta de você, e você ficaria mais alegre!”, disse Adão.
“Eu ficaria feliz… ele é tão precioso! O papai também queria um cachorrinho, mas a mamãe não deixa. Ela diz que um cachorro estragaria os nossos sapatos e as flores do jardim.”, respondeu Cristina, tristemente.
Adão a encorajou:
“De qualquer jeito, não podemos deixá-lo na rua à noite. Talvez vocês se afeiçoem e decidam ficar com ele.”
Cristina finalmente concordou. E, pasmem, Adão estava certo. Quando Cristina levou o cachorrinho para casa, ela e o papai logo começaram a brincar com ele. Ao ver a alegria da filha, a mamãe permitiu que ficassem com o filhotinho. Cristina o batizou de Pipoca, e, a partir daquela noite, muitas aventuras aguardavam a menina e seu novo amigo.