O Ano Novo se aproximava, e não eram apenas as pessoas que se preparavam para momentos divertidos e cheios de alegria — os bichinhos da floresta também estavam animadíssimos! Suas comemorações eram realmente mágicas.
Era a manhã do último dia do ano, e todos os bichinhos se encontraram na clareira para preparar a festa. O orvalho gelado brilhava como diamantes, deixando o lugar ainda mais encantador.

Os castores trouxeram madeira e montaram pequenas mesas. A ursa Marta acordou do sono do inverno junto com sua filhinha, a pequena Zuzu, para participar da celebração. Marta preparava deliciosos pirulitos de mel, enquanto Zuzu arrumava enfeites feitos de folhas secas e pinhas que encontrara pela floresta.
Até as corças ajudavam nos preparativos, convidando todos os bichinhos — os porcos-espinhos, a sábia coruja Elvira e os coelhos curiosos. Só havia uma preocupação: o velho lobo rabugento que nunca se misturava com os outros e preferia ficar escondido em sua toca.
Cada animalzinho trouxe algo para comer — maçãs secas, minhocas ou até um pedacinho de peixe. Tudo ficou bem arrumadinho nas mesas feitas pelos castores, usando apenas seus dentes afiados.
O sol se pôs, e as mesas iluminadas pela lua e pelas estrelas no céu pareciam ainda mais mágicas.
“Então as comemorações podem começar!, gritou orgulhosa a ursa Marta.
Todos os bichinhos se jogaram na festa, e da clareira vinham risadas, histórias e até cantorias.
De repente, Zuzu teve uma ideia: e se conseguisse convencer o velho lobo a se juntar a eles? Ele estava sozinho há tanto tempo! Sem que ninguém percebesse, saiu silenciosa e correu o mais rápido que pôde até a toca do lobo.
“Boa noite, Seu Lobo! O senhor não gostaria de se juntar à nossa festa de Ano Novo?”, perguntou timidamente a pequena ursinha.
Da toca veio apenas um suspiro e um rosnado baixo:
“Eu não vou a lugar nenhum! Vá embora, ou eu te devoro!”, rosnou o lobo.
Zuzu, no entanto, não se assustou. Ela sabia que o lobo tinha um bom coração, provavelmente só estava triste por estar sozinho.
“Todos os bichinhos da floresta estão lá, e a festa está deliciosa!”, insistiu ela.
O lobo rosnou novamente e não saiu da toca. Zuzu ficou triste, mas esperou pacientemente, tentando convencê-lo, embora sem sucesso.
“Os bichinhos vão ficar felizes quando te virem, e seu coraçãozinho não ficará mais tão triste!”, disse ela, triste, voltando devagar para a festa.
Quando chegou, sentou-se ao lado da mamãe ursa para que ninguém percebesse sua pequena missão.
“Onde você estava?”, perguntou Marta, desconfiada.
“Só estava olhando o reflexo das estrelas no laguinho…”, mentiu Zuzu, apontando discretamente para o lago atrás da clareira. Seria seu segredo.
Nesse momento, a sábia coruja Elvira, que cantava sua famosa canção, percebeu algo ao longe.
“Olha só, quem é que chegou aqui!”, exclamou, surpresa.
Para a alegria de todos, o lobo surgiu da floresta e caminhou timidamente até as mesas.
“Posso me juntar a vocês?”, disse ele, piscando para Zuzu.
Ela sorriu e indicou um lugar especial para ele.
“Claro que sim!, exclamaram todos os bichinhos, felizes por ter o lobo na festa.
Assim, a pequena Zuzu conseguiu amolecer o coraçãozinho do lobo. Todos os bichinhos da floresta celebraram o Ano Novo juntos, olhando para o céu mágico cheio de estrelas.
Cada um era diferente, mas todos encontraram seu caminho uns para os outros. O Ano Novo uniu os corações de todos, até mesmo das criaturas mais diferentes — e essa é justamente a magia das festas.
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