O dia dos enfeites

Era uma manhã fria de dezembro e o ano letivo estava chegando ao fim. Faltava pouco para começarem as férias, e as escolas já se transformavam em cenários mágicos de Natal.

Cada turma criava todo tipo de desenho natalino cheio de brilho ou trazia enfeites de casa para decorar a árvore. Mas a turma do 4º B estava se preparando para um dia especial de decoração: ninguém trouxe enfeites de casa — eles mesmos fariam tudo naquele dia.

Histórias para dormir pequenas - O dia dos enfeites
O dia dos enfeites

A professora deu a eles uma missão importante:

“Hoje vamos transformar nossa sala numa paisagem natalina! Cada um vai fazer um enfeite que depois será pendurado na nossa arvorezinha de Natal!”, disse a professora, animada, enquanto distribuía papéis coloridos e brilhantes, fitas verdes e vermelhas, canetinhas, adesivos natalinos e cola.

As mesas foram organizadas em círculo, e todos se sentaram direitinho. Ao fundo, tocavam músicas natalinas, e os olhinhos das crianças brilhavam de alegria.

“Que ideia ótima!”, exclamou Marina, empolgada, separando seus lápis de cor.

“Cada um pode fazer algo especial: uma estrela, uma arvorezinha de Natal, uma rena ou um presente. Vocês escolhem! Agora, mãos à obra!”, disse a professora alegremente.

Marina começou a fazer uma arvorezinha, porque era o que ela mais gostava no Natal. Pegou um papel verde, desenhou a árvore e a recortou com cuidado. Depois, enfeitou com bolinhas vermelhas brilhantes e adesivos bem bonitos.

Sua amiga Emília também estava caprichando. Ela desenhou um presente de Natal e colou um lacinho vermelho bem no topo. Só o Dênis não parecia muito animado. Se remexia na cadeira, nervoso, olhando para as canetinhas e os papéis espalhados à sua frente.

No centro da sala, a professora já tinha preparado uma árvore de Natal, que aguardava os enfeites feitos pelas crianças.

“Não sei o que fazer…”, disse Dênis, tristinho, vendo os colegas mergulhados na criação de seus enfeites.

“Então faça aquilo que você mais ama no Natal!”, sugeriu a professora, com um sorriso.

O garoto ruivinho ficou pensativo. Ele gostava de tudo: da neve, de andar de trenó, das luzes da árvore, dos presentes… Mas o que ele mais amava era quando o papai e a mamãe não estavam tão ocupados e todos podiam ficar juntos em casa, assistindo a filmes de Natal.

“Eu amo quando toda a nossa família está junta em casa!”, respondeu ele, enfim.

“Então desenhe a sua família!”, incentivou a professora.

E foi o que ele fez. Dênis desenhou o papai, a mamãe e ele mesmo, de pé diante de uma árvore de Natal, todos sorrindo. Seu desenho ficou tão bonito que os colegas se juntaram ao redor para elogiar e admirar sua criação.

Quando todos terminaram, a professora ajudou a fazer um furinho em cada enfeite, por onde passou uma fita para pendurá-los na árvore. Depois, acendeu as luzes, e os trabalhos das crianças brilharam como nunca. Aquela era, com certeza, a árvore de Natal mais bonita da escola, porque estava enfeitada com criações feitas com carinho, imaginação e espírito natalino.

A sala do 4º B se transformou numa verdadeira terra de maravilhas. A árvore iluminada e os enfeites coloridos pareciam dar vida à magia do Natal.

“Olhem só o que vocês fizeram! Cada enfeite é único, assim como cada um de vocês. Isso é o que torna tudo tão especial. E vocês se ajudaram direitinho. Tenho certeza de que o Papai Noel vai trazer muitos presentes para quem foi tão caprichoso assim!”, elogiou a professora, com carinho.

Enquanto todos admiravam a árvore, Marina sussurrou para Dênis:

“Este é o melhor dia do mundo!”, disse, sorrindo.

Dênis estava mesmo orgulhoso de sua criação, assim como cada criança da turma. Cada enfeite era especial. E, ao som de músicas natalinas, as crianças brincavam, dançavam e aproveitavam os momentos mágicos do Natal na escola.

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