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Contos para crianças - Mariana e a vovó Rosa

Histórias para Dormir

Mariana e a vovó Rosa

Lá no alto das montanhas, havia uma casinha de madeira muito bonita. Quase não dava para ver a casinha, porque ela ficava escondida atrás das árvores mais altas da floresta. Ali morava a vovó Rosa, mas ela quase nunca ficava sozinha, porque a neta, a Mariana, vivia indo visitá-la. A Mariana adorava passar as férias na casa da avó e ficava mais lá do que na própria casa.

Pode-se dizer que ela praticamente morava lá. A Mariana era uma menininha muito fofa, de cabelinho cacheado. Era corajosa e curiosa, e queria saber e experimentar tudo. Na casa da vovó Rosa, cada dia era uma aventura nova. 

No meio da casinha de madeira ficava uma cozinha enorme. É que a vovó Rosa era a melhor cozinheira do mundo! Ela inventava receitas novas e usava temperos e ervas que achava na floresta. A Mariana ficava sempre olhando a avó e ajudava a cortar, misturar e temperar tudo. Queria ser igualzinha a ela.

Um dia, as duas estavam sentadas juntinhas na cadeira de balanço, lendo receitas, quando alguém bateu com força na porta. A Mariana pulou da cadeira e correu para abrir. Lá fora estava uma esquilinha toda agitada: balançava as patinhas, pulava e tagarelava, desesperada. A Mariana não entendia o que ela queria, mas a vovó Rosa sabia direitinho o que fazer: “Mariana, corre lá no porão! Na prateleira da direita, lá em cima, tem uma caixa. Dentro dela tem um vidro escrito ‘não abrir’. Traz para mim o mais rápido que puder. Não podemos perder tempo!”

A Mariana nem pensou duas vezes e foi correndo fazer o que a avó pediu. Enquanto isso, a vovó Rosa acendeu o fogo e pôs uma panela de água para ferver. Foi jogando as ervas aos pouquinhos. Depois pegou o vidrinho misterioso e, com todo o cuidado, pingou sete gotas na água fervendo. Na mesma hora, começou a sair da panela uma fumacinha cor-de-rosa, e um cheirinho doce tomou conta da casa inteira. A Mariana estava admirada e continuava sem entender nada. A vovó Rosa se concentrava para fazer tudo direitinho, e a esquilinha pulava em volta da panela, sem paciência. No fim, a avó despejou o remédio num frasquinho.

Entregou o frasquinho para a esquilinha e disse: “Ele tem que tomar isso agorinha e não comer nada depois. Você vai ver como ele vai melhorar.” A esquilinha pegou o frasquinho e saiu correndo o mais rápido que suas patinhas aguentavam. A Mariana olhou para a avó, curiosa, esperando que ela explicasse o que tinha sido tudo aquilo.

A vovó Rosa contou que a esquilinha tinha em casa um esquilo doente, o companheiro dela. Às vezes ele piorava tanto que podia até morrer. A única coisa que o ajudava era um remédio que só a vovó sabia fazer, com ervas e plantinhas medicinais da floresta.

 “Então você é uma avó mágica?”, perguntou a Mariana. A avó sorriu, fez um carinho no cabelo da neta e disse: “Não, Mariana, não sou, não. Eu só sei aproveitar o que a natureza e a floresta me dão e fazer disso uma coisa boa. E adoro ajudar os outros com isso.” A Mariana abraçou a avó e disse: “Pra mim, você vai ser sempre a vovó mágica e a melhor de todas. Que bom que eu tenho você! E prometo que vou me esforçar para aprender tudo com você.”

A vovó Rosa não era mágica, e a Mariana também não. Mas as duas sabiam que existia entre elas um laço mágico, que nunca ia se desfazer. 

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Comentários

  1. ariadyne Luisa

    Eu amei o conto 😍

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