Pular para o conteúdo
Ajuda ao duende Kiko – conto para crianças: duende de chapéu verde pontudo e mochilinha em pé na floresta entre cogumelos

Histórias para Dormir

Ajuda ao duende Kiko

Num pequeno bosque, além de sete montanhas e sete vales, viviam os bichinhos e um pequeno e esperto duende chamado Kiko. Esse duende cuidava para que as florzinhas desabrochassem e os arbustos dessem frutinhas doces, e também mandava no tempo. Ah, como era esperto aquele duende! E tudo graças ao seu chapeuzinho mágico. Aquele chapeuzinho era quase maior que ele, com uma fitinha dourada em volta e um pompom verde.

Naquele dia, como sempre, ele saiu para passear pela floresta, pois a primavera estava chegando e Kiko despertava a natureza para a vida outra vez. Mas, enquanto caminhava com suas perninhas pequenas, logo ficou cansado e decidiu tirar uma soneca debaixo de um carvalho alto, na graminha macia.

Sem querer, dormiu até um pouquinho mais do que havia planejado, então foi depressa trabalhar, para dar conta de tudo. Mas, quando quis despertar o arbusto de mirtilo para que ele florescesse, nada aconteceu.

“Como isso é possível?”, espantou-se Kiko, levando as mãos à cabeça.

E então ele percebeu que não estava com seu chapeuzinho na cabeça.

“Meu chapeuzinho mágico! Será que ele caiu enquanto eu dormia?”, pensou Kiko, e voltou até o carvalho alto, mas lá também não encontrou seu chapeuzinho. Ele não o viu em lugar nenhum na grama, então se sentou, triste.

Foi então que a formiga Fred o viu e perguntou:

“Olá, Kiko. Por que você está sentado aí tão triste?”

“Nem me pergunte. Perdi meu chapeuzinho mágico e, sem ele, não posso fazer o meu trabalho. Estou perdido”, lamentou Kiko, e Fred sorriu.

“Mas não fique triste, Kiko. Esse chapeuzinho não pode estar longe. Eu vou te ajudar a encontrá-lo”, propôs Fred, e Kiko ficou feliz.

“Obrigado, Fred!”, alegrou-se Kiko e logo se pôs de pé. “Por onde vamos começar?”

A formiga esfregou as antenas e olhou ao redor.

“O vento soprou bem forte hoje. Talvez o seu chapeuzinho tenha sido levado para algum lugar mais longe. Vamos tentar ir nessa direção”, disse ele, apontando para a trilha da floresta, onde a grama se curvava suavemente.

E assim eles partiram juntos. Kiko caminhava com cuidado, para não tropeçar nas raizinhas, e Fred ia trotando depressa ao lado dele.

Pouco depois, encontraram a alegre joaninha Betinha, que estava limpando as pintinhas nas costas.

“Para onde vocês estão indo com tanta pressa?”, perguntou ela.

“Estamos procurando o chapeuzinho mágico do Kiko”, explicou Fred.

“Ai, sem o chapeuzinho a primavera nem chegaria!”, exclamou Betinha. “Eu vou ajudar vocês! Lá do alto talvez eu consiga ver alguma coisa.”

E ela voou para cima das árvores. Enquanto Betinha voava, Kiko e Fred continuaram em frente. Perto do riacho, eles encontraram a sapinha Lola.

“O que vocês estão procurando?”, coaxou ela, curiosa.

“Meu chapeuzinho”, suspirou Kiko.

“Hmmm… o vento hoje soprou até aqui. Olhem na campina depois do riacho”, aconselhou Lola.

Eles atravessaram uma pequena ponte feita de um galho e chegaram à campina. E lá já estava a esquilinha Ria esperando por eles.

“Eu vi uma coisa vermelha voando e ela ficou presa num arbusto!”, disse ela, apontando para a beira da campina.

Kiko saiu correndo o mais rápido que suas perninhas conseguiam. E era verdade! Preso num galhinho fino estava o seu chapeuzinho mágico. Ele balançava suavemente ao vento, como se sorrisse para ele.

“Meu chapeuzinho!”, exclamou Kiko, feliz.

Fred subiu com cuidado pelo arbusto e ajudou a soltar o chapeuzinho. Kiko logo o colocou na cabeça – e então aconteceu algo mágico. As florzinhas no prado começaram a se abrir, a grama ficou verdinha e o ar ficou perfumado de primavera.

“Funciona!”, riu Kiko.

Betinha voou de volta, Lola pulou para fora do riacho e Ria bateu palmas com o rabinho. Todos ficaram contentes.

“Obrigado, amigos”, disse Kiko, emocionado. “Sem vocês, eu não o teria encontrado.”

Fred sorriu.

“Está vendo, Kiko? Às vezes, não é preciso só um chapeuzinho mágico. Bastam também bons amigos.”

E, desde aquele dia, Kiko cuidou da floresta com ainda mais carinho — porque sabia que nunca estava sozinho nessa.

Avalie a história

Histórias curtas para dormir Histórias da floresta Histórias de duendes Histórias para educação infantil

Comentários

O que você achou da história?

Não vamos publicar seu e-mail. Lemos os comentários antes de publicá-los.

E agora?

mesmo tema e tempo de leitura parecido

História surpresa

Em uma floresta cheia de carvalhos, moravam vários animais: as raposas viviam em tocas, os porcos-espinhos nas casinhas entre as folhas e os esquilos…

5 minpara a pré-escola

Era um dia chuvoso e lá fora havia uma terrível tempestade. Pedrinho tinha muito medo de tempestades, mas sua mãe sempre lhe dizia que,…

4 minpara a pré-escola

Numa floresta profunda, onde no inverno tudo ficava coberto por um grosso edredom de neve, nasceu um coelhinho numa manhã fria. Ele se chamava…

3 minpara a pré-escola

Em uma casinha moravam dois duendinhos, Rico e Nico. E esses dois não gostavam nem um pouco de arrumar a bagunça que faziam. Tudo…

7 minpara a pré-escola