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Contos curtos para crianças - A macieira mágica

Histórias para Dormir

A macieira mágica

Maio é mês de outono. É a época em que o vento começa a soprar mais forte, o tempo fica mais fresquinho e as frutas amadurecem. As maçãs, por exemplo! Nessa época, elas ficam no ponto certinho para dar uma mordida.

Vou te contar a história de um pomar onde cresciam várias macieiras. Elas eram lindas, com os galhos se espalhando para todo lado, e bem no outono não sobrava nem um espacinho vazio neles. Em cada galhinho tinha um monte de maçãs vermelhinhas penduradas. Todas pareciam suculentas e gostosas. Mas uma das macieiras era muito especial. Parecia igualzinha às outras, mas tinha um segredo: era mágica.

Um dia, Rosinha estava passeando pelo pomar. Era uma menina de cabelo amarelinho como flor de dente-de-leão, com uns oculozinhos em cima do narizinho. Ela trazia um livro na mão. Adorava sentar na grama, debaixo de uma árvore, para ler sossegada. Mas, dessa vez, alguma coisa estava diferente.

Antes mesmo de Rosinha terminar uma página, ela espirrou várias vezes e começou a tossir sem parar. O nariz estava vermelho de tanto ela assoar no lenço. E, toda vez que se inclinava para ler, o nariz escorria. Chateada, ela largou o livro de lado e deitou de costas na grama, olhando para o céu. Mas a tosse não parava.

“Você não devia estar em casa, deitadinha na cama, com um resfriado desses?”, disse uma voz ali por perto. Rosinha deu um pulo e olhou em volta, mas não viu ninguém. “Quem está falando?”, perguntou ela, espantada. E a voz respondeu: “Sou eu! A macieira onde você sempre senta para ler os seus livros”.

Rosinha olhou para a árvore e perguntou: “E você sempre soube falar? Por que nunca me disse nada?”. “Nunca tive motivo. Mas agora, vendo você doente assim, não posso ficar calada. Você vem aqui quase todo dia, senta no meu pomar, encostada no meu tronco, e já leu um montão de livros aqui. Mas nunca pegou uma maçã sequer. Por quê?”.

“Porque eu não como fruta!”, respondeu Rosinha na mesma hora. A macieira pensou um pouco e disse: “Vou te contar um segredo. Este pomar não é só bonito, ele é encantado! Uma das árvores daqui dá frutas mágicas, e quem come essas frutas direitinho não fica doente. E sabe qual é a árvore mágica? Sou eu! Pegue uma maçã e você vai ver como vai melhorar. E tem mais: estou tão carregada de maçãs que os meus galhos estão até envergando. Por favor, me ajude e colha algumas”.

Rosinha ficou olhando para a macieira, pensando. Ela queria ficar boa, mas não gostava mesmo de fruta. Só que, depois de espirrar mais um monte de vezes e de sentir o peito doer de tanto tossir, mudou de ideia. Colheu algumas maçãs e comeu uma na mesma hora. Depois agradeceu à macieira e foi para casa ficar de repouso.

Alguns dias depois, Rosinha estava passeando pelo pomar, sarada e cheia de energia. Foi até a macieira mágica e agradeceu, com um sorriso enorme, pelas maçãs que a tinham curado. E o mais importante: desde então, Rosinha passou a adorar frutas — não só as mágicas, mas todas!

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