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Contos para crianças - Como foi o passeio da família de gatos

Histórias para Dormir

Como foi o passeio da família de gatos

O sol brilhava, era um lindo dia de primavera. Na véspera tinha chovido, e agora o sol ia bebendo as poças dos caminhos. Por um desses caminhos, uma família de gatos saiu para passear.

“Crianças, fiquem bem juntinhas, uma atrás da outra”, disse a mamãe gata. “Eu vou na frente e o papai vai por último, para ninguém se perder.”

A mamãe gata saiu primeiro pelo portão, atrás dela vinham as três gatinhas, tropeçando nas patinhas, e atrás delas vinha…

“Mããe!”, miou uma das gatinhas. “O papai não está aqui!”

“Ele deve ter ficado lá em casa, Helena”, disse a mamãe para a gatinha mais velha, que era pretinha. “Corre lá e chama o papai.”

Helena foi correndo com as perninhas curtas até a casa, espiou pela portinha e chamou: “Papai, cadê você?”

Da caminha de gato vinha um ronco. Helena foi atrás do barulho. Claro! O papai gato tinha ficado na caminha e pegado no sono de novo. Mas Helena sabia o que fazer. Pulou na caminha e começou a pisotear o papai com as patinhas.

“Hã? O que foi? Acho que cochilei um pouquinho”, resmungou o papai gato, ainda meio dormindo.

“Hihihi, acorda, dorminhoco! Vamos passear”, riu Helena, puxando o papai para fora da caminha.

Finalmente, todos estavam lá fora. A mamãe gata foi na frente, atrás dela as três gatinhas, e atrás delas vinha…

“Mããe!”, gritou uma das gatinhas. “O papai sumiu de novo! O papai se perdeu!”

“Onde será que ele foi parar?”, disse a mamãe gata, olhando em volta.

“Eu tô vendo ele!”, gritou a gatinha branca. “Está ali na cerca, batendo papo com a dona gansa.”

“Vai lá buscar o papai, por favor, Mia”, disse a mamãe gata, e ficou esperando com as outras gatinhas enquanto Mia corria até ele.

Num instantinho, Mia já estava perto da cerca, mas no meio do caminho tinha uma poça. “Essa eu pulo”, pensou. Pegou impulso, saltou, voou um pouquinho pelo ar e… TCHIBUM! Caiu bem no meio da poça. Espirrou água tão forte que molhou até a dona gansa, que estava lá na cerca. O pelo branquinho da Mia ficou marrom na mesma hora.

“Buáá, eu não sou mais branquinha!”, chorou Mia.

Com um pulo só, o papai gato chegou do lado dela e a tirou da poça.

“Ai, Mia, sua desastrada! Não está com frio?”

Mia se sacudiu toda, e a lama e a água voaram do pelo dela para todo lado.

“Não, ainda bem que não molhou até a pele. A gente vai continuar passeando?”, pediu Mia, morrendo de medo de que, por causa daquele banho de poça sem querer, todo mundo tivesse que voltar para casa.

“Vamos, sim. Vamos até a vila.”

E assim a família de gatos seguiu caminho. Na frente ia a mamãe gata, depois a pretinha Helena, depois a Mia, que um dia já tinha sido branca, depois a menorzinha, também pretinha, e atrás dela…

“Mããe!”, miou a última gatinha. “O papai sumiu de novo! O papai se perdeu!”

“Onde é que ele se meteu dessa vez?”, estranhou a mamãe gata, esticando tanto o pescoço para procurar que quase deu um nó nele.

Mas nada do papai gato.

“Mamãe, mamãe, eu tô vendo ele!”, avisou a gatinha menorzinha, apontando lá para o alto de uma árvore bem alta.

“Pelos bigodes de todos os gatos, o que ele está fazendo lá em cima?”, espantou-se a mamãe.

“Eu vou lá buscar ele!”, ofereceu-se a gatinha, toda prestativa.

“Não dá, Evelina, você ainda é muito pequena e não sabe subir numa árvore tão alta.”

“Papai, o que você está fazendo aí em cima?”, gritou Evelina lá de baixo.

“Vi uma borboletinha e quis pegar, mas agora não estou achando ela em lugar nenhum.”

“Ih, ela está aqui embaixo, numa florzinha”, disse Evelina.

Na mesma hora, o papai gato pulou da árvore e saiu correndo atrás da borboleta. Mas ela não ficou esperando: bateu as asinhas e sumiu.

“Acho que já passeamos bastante. Vamos para casa”, disse a mamãe gata. E lá foram eles.

Na frente ia a mamãe gata, em segundo a pretinha Helena, em terceiro a Mia, que um dia foi branca, em quarto a pretinha Evelina, e atrás dela…

“Mããe!”, chamaram as três gatinhas, quando já estavam quase na porta de casa. “O papai sumiu de novo! O papai se perdeu!”

“Mas que nada, crianças”, disse a mamãe gata, abrindo a porta.

Já no corredor dava para ouvir alguém ressonando. As gatinhas correram na frente e encontraram o papai na caminha, dormindo a sono solto.

“Papai, o que você está fazendo aqui?”, perguntaram as gatinhas.

“Eu fiquei tão cansado com esse passeio que passei na frente de vocês, para ser o primeiro a chegar na caminha”, confessou o papai gato. Ele deixou as gatinhas e a mamãe gata pularem em cima dele, e todos se aconchegaram num montinho só e caíram num sono gostoso. Que passeio, hein!

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1 comentário

  1. José Cícero da Silva

    Excelentes contos

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