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Como a ratinha pequena saiu de uma grande enrascada – história infantil

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Como a ratinha pequena saiu de uma grande enrascada

Sofia P.4 de setembro de 20264 min de leiturapara a pré-escola

A ratinha pequena não era nem a mais esperta nem a mais forte da floresta. Para falar a verdade, nem para uma ratinha ela era muito esperta ou forte. Por isso precisava ficar sempre perto da família, onde um ajudava o outro. Juntos, eles guardavam provisões para o inverno e avisavam uns aos outros quando, de vez em quando, aparecia algum bicho caçador.

Um dia, porém, aconteceu uma coisa terrível. Caiu uma chuvarada enorme, a água entrou na toquinha aconchegante e segura, e a ratinha teve que fugir de lá. Correu tanto, mas tanto, que acabou pegando no sono de cansaço debaixo de um pé de amora.

Quando acordou, não tinha por perto nem o pai, nem a mãe, nem as irmãzinhas, nem os irmãozinhos, nem mesmo algum primo distante. “Preciso ir para casa”, pensou a ratinha. “Mas onde é que fica a minha casa?”

Primeiro ela subiu num morro e sentou numa pedra grande. Na volta, encontrou outra ratinha, perdida igualzinho a ela. Juntas, atravessaram um riachinho a nado e, do outro lado, acharam uma ratinha bem pequena, toda encharcada. Antes de a noite chegar, a ratinha já estava viajando com um grupinho bem grande.

E mesmo a ratinha pequena não sendo nem a mais esperta nem a mais forte da floresta, não tinha jeito. Ela simplesmente precisava pensar em alguma coisa. As outras ratinhas só olhavam para ela, esperando o que ela ia decidir. Ela não podia decepcioná-las.

Então começou a farejar e a procurar o caminho no meio da grama. O faro dela, na verdade, era bem bom, só que ela nunca tinha precisado muito dele, porque a família cuidava de tudo. E os olhos também eram espertos, e assim ela começou a olhar o chão com atenção, para ver se achava pegadas de outros roedores.

E assim, devagar, bem devagarinho, patinha por patinha, ratinha por ratinha, o grupinho chegou a lugares conhecidos. A ratinha pequena já não estava com tanto medo. Ainda não sabia onde estava a família dela, mas aprendeu na própria pele que muitos problemas se resolvem quando a gente encara um passo de cada vez.

No dia seguinte, ao meio-dia, as ratinhas encontraram uma toca bem espaçosa e confortável debaixo de uma árvore solitária. Pouco depois, a ratinha pequena ouviu um chamado conhecido. A mamãe! O papai! As irmãzinhas e os irmãozinhos! Finalmente! Eles estavam a salvo, e dali a pouquinho ela ia vê-los.

E nessa hora a ratinha pequena olhou para as outras ratinhas em volta dela. Todas estavam perdidas como ela, e todas esperavam o que ela ia decidir. As famílias delas podiam estar muito longe. Mas família também são aqueles que a gente mesmo escolhe, não é? E a nossa ratinha escolheu.

— Acho que já chegamos em casa — anunciou a ratinha pequena para as outras. — A família inteira. Agora vamos encontrar os outros. Eu levo vocês!

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