
Histórias para Dormir
A prática leva à perfeição: como a Elisa aprendeu a desenhar
Era uma vez uma cidade grande e, nela, um bairrinho onde todas as crianças iam para a mesma escolinha. Ela se chamava Solzinho e era conhecida por ter as crianças mais caprichosas e persistentes.
Uma delas era a menina Elisa. Ela adorava ir para a escolinha e sempre queria aprender alguma coisa nova. Mas a Elisa tinha um probleminha – não era muito boa em desenho. A professora pedia todos os dias que as crianças desenhassem alguma coisa, e o desenho da Elisa sempre parecia um grande rabisco.
No começo, a Elisa nem ligava. Achava que desenhar era uma bobagem que não fazia diferença. Mas aí, um dia, a professora anunciou que ia ter um concurso de desenho na escolinha, e o vencedor ia ganhar um prêmio.
A Elisa queria muito o prêmio, mas sabia que não tinha chance de ganhar, já que não sabia desenhar direito. Tentava desenhar em casa, mas, por mais que se esforçasse, os desenhos continuavam parecendo rabiscos.
A Elisa ficou triste e começou a achar que não era capaz. Via as outras crianças, para quem desenhar era facinho, e sentia um pouquinho de inveja.
Um dia, voltando da escolinha, a Elisa viu na frente de uma loja de tintas e lápis de cor um cartaz que dizia: A prática leva à perfeição. No cartaz havia uma menina que desenhava e sorria. A Elisa ficou pensando e percebeu que, na verdade, não tinha praticado o bastante.
Daquele dia em diante, ela desenhou todos os dias. Depois da escolinha, chegava em casa e passava horas desenhando. No começo, os desenhos ainda pareciam rabiscos, mas ela não desistiu. Praticou e praticou e, devagar e sempre, os desenhos foram melhorando.
Finalmente chegou o dia do concurso de desenho, e a Elisa estava nervosa. Olhou os desenhos das outras crianças, e todos eram lindos. Achou que não tinha como ganhar.
Quando anunciaram o vencedor, todo mundo ficou surpreso. Quem ganhou foi a Elisa! O desenho dela não era o mais bonito, mas era o mais criativo e o mais diferente. Os jurados perceberam quanto trabalho e esforço a Elisa tinha colocado nele, e por isso deram o prêmio a ela.
A Elisa ficou radiante de felicidade. Entendeu que o sucesso vem com trabalho e persistência e que tudo é possível quando a gente não desiste. E também entendeu que é importante acompanhar o próprio progresso e não ficar se comparando com os outros.
Anos depois, a Elisa gostava de lembrar daquele dia. Continuou desenhando e virou uma pintora talentosa. Chegou até a vender os seus quadros em feiras de arte na cidade onde agora morava.
A Elisa nunca esqueceu o que aprendeu quando era pequena – que trabalho e persistência fazem grandes coisas. E sempre que via uma criança se esforçando com alguma coisa, dizia a ela a mesma frase que tinha aprendido com o cartaz na frente da loja: — A prática leva à perfeição. E sempre completava, sorrindo: — E, se não chegar à perfeição, pelo menos vai ficar caprichado!




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