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O dragãozinho que não sabia soltar fogo – história infantil

Histórias para Dormir

O dragãozinho que não sabia soltar fogo

Kristýna L.5 de outubro de 20263 min de leiturapara a pré-escola

Era uma vez um dragãozinho verde, pequenininho e muito fofo. Era minúsculo – talvez do tamanho de um dedão, ou talvez nem isso. Era um dragãozinho lindo, como se alguém o tivesse lapidado em cristal. Tinha a pele brilhante, cor de pérola, dentinhos brancos e afiados e listras marrons nas costas. Por causa disso, parecia perigoso, mesmo não sendo nem um pouco! O nome dele era Faísca.

Ele morava num estojo escolar, entre o lápis, os lápis de cor e a borracha. Era um dragãozinho de casa, mesmo que você talvez nunca tenha ouvido falar deles. Pois é, dragõezinhos de casa existem de verdade. Moram em muitas casas e nos lugares mais variados. Escondem-se em vasos de flores, entre os livros da estante ou dentro das gavetas. Esses dragõezinhos não são nada perigosos, porque são uns bichinhos bem preguiçosos. Adoram brincar com carrinhos, igualzinho aos meninos pequenos. E, além disso, dormem muito, roncando baixinho e sonhando com a cabeça nas nuvens.

Mas, no verão, esses dragõezinhos ficam animadíssimos e querem fazer um monte de coisas divertidas e viver alguma aventura. E era com isso que o pequeno Faísca também sonhava. Sempre via nos filmes outros dragões – muito maiores do que ele – soltando fogo de um jeito incrível. Ele queria demais aprender também! Nunca tinha tentado, mas achava aquilo o máximo!

“Se os outros dragões conseguem, não deve ser tão difícil”, pensou ele. Começou dando um sopro bem forte, mas nada aconteceu. Juntou todas as forças que tinha naquele corpinho de dragão e soprou com toda a força dos pulmões. Dessa vez, apareceu uma chaminha azul – só que, na mesma hora, as sobrancelhas dele pegaram fogo! A irmã mais velha do Faísca, a Betinha, viu tudo e não conseguia parar de rir. Enquanto isso, o Faísca correu até o vaso de flores e se molhou na água para apagar as sobrancelhas.

Quando a Betinha viu como o irmão estava envergonhado e triste, resolveu ajudar. Contou que ela mesma, quando estava aprendendo a soltar fogo, tinha queimado o nariz. Depois deu umas dicas ao Faísca e disse que bastava continuar tentando que ele também ia aprender.

— Lembre-se, Faísca: se você não desistir depois da primeira tentativa que deu errado, com o tempo vai aprender, com certeza, aquilo que é importante para você!

Faísca sorriu e treinou todos os dias, o verão inteiro, até que finalmente aprendeu a soltar fogo como os dragões dos filmes!

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