
Histórias para Dormir
A creche das professoras mágicas
Lá no fim da rua tinha uma creche, aonde iam as crianças da cidade inteira. Ela parecia um solzinho: era toda amarela e tinha um telhado dourado lindo. No jardim cresciam flores, a grama estava sempre aparada, e bem do lado ficava o melhor parquinho do mundo, com brinquedos de madeira, escorregador e caixa de areia. Quem cuidava das crianças e ensinava tudo a elas eram duas professoras.
A Sisi tinha cabelo comprido e preto, era baixinha, magrinha e gostava de tudo arrumadinho. E, principalmente, tocava piano que era uma beleza. A outra, a Mari, era o oposto: tinha cabelo curtinho e clarinho, era alta e fazia tudo do jeito dela, sem se preocupar com organização. E, em compensação, cantava lindamente.
A Sisi e a Mari eram bem diferentes, mas justamente por isso, cada uma com o seu talento, se completavam direitinho. As crianças eram loucas por elas e todo dia mal podiam esperar a hora de ir para a creche. A Sisi e a Mari faziam de tudo para as crianças ficarem contentes e felizes. E tem mais: elas não eram professoras quaisquer. Sabiam um feitiço mágico de fazer dormir, que só as duas conheciam.
Todo dia, depois do almoço, as crianças vestiam o pijama. A Sisi sentava ao piano e começava a tocar, e a Mari cantava e dançava no meio das crianças. Era a canção de ninar mágica das duas.
“Antes de o olhinho fechar, seu rostinho eu vou afagar. Vou cantar pra você dormir, e um sonho bonito vai vir. Desejo um sonho lindo, e depois um dia sorrindo. As cobertas vão te esquentar, e as professoras sempre vão te amar.”
Mal o piano começava a tocar e a Mari cantava as primeiras palavras, uma melodia mágica se espalhava pela sala toda. As luzes se apagavam, as cortinas iam descendo e uns vaga-lumes coloridos começavam a voar pela sala, iluminando as caminhas. Cada cobertor se levantava, achava a sua criança e, com todo o carinho, ia levando-a para a cama. A Mari passava saltitando entre as crianças, cantando a canção mágica e fazendo um carinho no rosto de cada uma. Na mesma hora, os olhinhos se fechavam e as crianças mergulhavam nos sonhos mais bonitos, que a música trazia para elas. Era a melhor hora do dia.
Depois da soneca, as crianças pulavam das caminhas e brincavam com a Sisi e a Mari de tudo o que passava pela cabeça.
A creche continua lá até hoje. Todo dia, depois do almoço, as cortinas se fecham, e quem passa por ali escuta de longe a canção mágica de ninar. A Sisi e a Mari tocam e cantam todos os dias. Algumas crianças que estudaram lá já cresceram, mas ainda lembram com carinho das suas professoras mágicas.
E, graças ao tempo e ao amor que as professoras dedicaram a elas, essas crianças viraram adultos incríveis.
Nunca vamos esquecer que toda professora e todo pai e mãe podem ser alguém muito especial para uma criança. Então, mãos à obra!
Contos para o berçário Histórias curtas para dormir Histórias de crianças Histórias para educação infantil




O que você achou da história?